A carta „à Minha Amada Imortal” é um dos documentos mais
famosos de Ludwig van Beethoven (1770-1827), um compositor alemão, hoje mais
conhecido por sua Sinfonia Nona em ré
menor op. 125, com Ode à Alegría de Friedrich
Schiller no seu último movimento, que tornou-se um hino de União Europeia. A vida
de Beethoven, cheia de adversidades, foi marcada pelo sofrimento e surdez. Por
varias causas, Beethoven também não foi feliz em sua vida pessoal; nunca se casou,
mas tinha muitas relações amorosas.
Não é certo á quem precisamente esta carta foi escrita, mas é quase certo, que em este caso, trata-se do amor mais grande deste compositor celebre.
Depois do ter escrito-a, Beethoven compunha o ciclo de canções (alemão: Lieder) „À amada distante” (An die ferne Geliebte, op. 98) com as letras
de Alois Jeitteles. A relação entre a carta e o ciclo parece inquestionável, entretanto
o compositor nunca tentou compor a música por acompanhar seus próprias palavras,
mas tomou a letra de um outro poeta.
Hoje, um compositor moderno canadense, James K. Wright, escreveu a música com o texto de „Amada Imortal” de Beethoven mesmo. Para mim, como a pessoa, que dedicou a grande parte da sua vida à pesquisa da vida e obra de Beethoven, foi muito prazer de saber sobre esta apresentação, que foi dada pelos musicos canadenses, ingleses e portugueses em Porto, Portugal no verão passado.
https://www.youtube.com/watch?v=6emxQD-j2iQ
…E além de seu valor artístico, encontrei uma conexão maravilhosa, embora inesperada, entre o meu compositor favorito e o meu país amado! Qualquer coincidência como isso sempre me faz feliz, e eu queria partilhar este momentinho mágico com vocês!
…E além de seu valor artístico, encontrei uma conexão maravilhosa, embora inesperada, entre o meu compositor favorito e o meu país amado! Qualquer coincidência como isso sempre me faz feliz, e eu queria partilhar este momentinho mágico com vocês!
(A entrada sobre Santo António de Lisboa vai seguir).