Recentemente, o tempo foi muito cansativo para mim… tantas
coisas para finalizar, incrível! Há muitos assuntos relacionados com Portugal e
a língua portuguesa em que eu penso e sobre que eu queria escrever no futuro: o
tempo chegará para elas com certeza.
Entretanto, hoje pelo menos uma entrada curta com uma ligação
ao arranjo de uma famosa canção caboverdiana, popularizada pela Cesaria Évora:
Sodade. Como é possível de fazer uma cantata com coro duma
coladeira simples, dum folclore ou música popular? Assim! E como soa? Muito
bem. Parabéns Antigos Orfeonistas da Universidade de Coimbra!
O aniversário da independência de um país que se ama é
sempre um bom razão de festejar. Nem todos os nações do mundo têm os seus
próprios países, muitas gentes têm saudade da liberdade, e az vezes têm que
lutar para ela.
Por isso, como Polaca, tenho um privilégio de sentir-me
orgulhosa e grata por quase 100 anos da independência do meu país, que é um
resultado do heroísmo incrível duma geração dos meus avós e bisavós.
Então, aqui um dos meus primeiros pequenos esforços de traduzir a letra polaca
em português: a última estância duma canção do famoso Cabaré dos Velhos Senhores (Kabaret Starszych Panów), que se chama
Boa noite (Dobranoc). Nesta estância fala-se sobre pátria e os seus sonhos.
Boa noite.
Boa noite, Pátria.
Já brilha a lua numa bandeja preta.
Boa noite.
E te desejo que sonhes sobre
Os Polacos serenos e ricos.
Que eles sempre cheguem a tempo com o elétrico vazio
Vestidos em roupas elegantes,
Que eles se deem um sorriso
E todos sejam lavados até á limpeza
E todos honestos desde amanhã
E desde o mar até a serra, lá!
Boa noite, Pátria amada.
Já o tempo chegou para dormir…
E agora, uma canção
angolana (em original), falanda sobre o tempo da Guerra Colonial, que se acaba com as palavras muito comoventes:
Xê, menino quando eu morrer,
Quero ver Angola em paz
Quero ver Angola em paz...
Xê, menino quando eu morrer
Quero ver Angola e o mundo em paz.
Que todos os que desejam
liberdade, possam ganhá-la e vivam
Quase cada pessoa
do norte da Europa, que visita Portugal, tem uma impressão que nesse país tudo
se acontece mais devagar. Ou mesmo, que tudo se atrasa. Os Portugueses gostam
de demorar tanto tempo que precisam. Sem pressa.
Na musica
profissional, muito frequentamente, trata-se de virtuosidade e velocidade ao
tocar um instrumento. Geralmente, quem pode tocar mais rápido, é considerado
melhor musicista. Mas, as vezes, a musica também precisa de um tempo. De um
pouco tranquilidade.
Não é uma supresa
grande, que Maria João Pires (eu falava sobre ela na minha última entrada aqui),
como uma artista grande, não tem problema com velocidade. Mas também é capaz de
demorar, quando é um melhor opção.
A sua gravação de
Concerto em La maior BWV 1055 de Johann Sebastian Bach (1685-1750) pode confirmá-lo.