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sábado, 16 de dezembro de 2017

Feliz aniversário, Maestro Luis de Beethoven!!!




Hoje o meu compositor amado faz 247 anos de idade. E apesar de seu morte em 1827, sempre vive e sente-se bom ;-)

Há poucos ligações entre ele e a cultura e língua portuguesa. Mas existe uma, pelo menos: no ciclo das Canções dos Varios Nações WoO 158 há um arranjo duma modinha portuguesa: Seus lindos olhos, com as palavras portugueses.

Naturalmente, Beethoven não falava português, nem conheceu as palavras deste modinha a compor essa música. Só recebeu uma melodia, a que ele dou um arranjo para dueto vocal, piano, violino e violoncelo. A letra fala sobre o amor dum homem para uma mulher com olhos lindos…

Seu lindos olhos
Mal que me viram
Crucis feriram
Meu coração.
Se Amor protege
A chama nossa,
Talvez se mova
A compaixão.

Vir pode um dia,
Dia d'encanto,
Qu'em que o pranto
Vertido em vão.
Se Amor alenta
Esta esperança
Em paz descança
Meu coraçao.

Cantá-la corretamente em português é frequentamente um desafio pelos cantores! Escutem e disfrutem!






sábado, 9 de dezembro de 2017

Última notícia: Salvador Sobral tem um coração novo!

O vencedor de Festival Eurovisão da Canção em maio deste ano, Salvador Sobral, ontem teve um transplante de coração no Hospital de Santa Cruz em Carnaxide. Ele sente-se bem: como disse o médico Miguel Abecassis, „está muito animado e muito bem disposto”.

Estamos felizes por ele!



Boa sorte e boa recuperação, Salvador! Esperamos que agora o teu coração „pode amar pelos dois”!

quinta-feira, 30 de novembro de 2017

Fazer uma cantata de uma coladeira


Recentemente, o tempo foi muito cansativo para mim… tantas coisas para finalizar, incrível! Há muitos assuntos relacionados com Portugal e a língua portuguesa em que eu penso e sobre que eu queria escrever no futuro: o tempo chegará para elas com certeza.


Entretanto, hoje pelo menos uma entrada curta com uma ligação ao arranjo de uma famosa canção caboverdiana, popularizada pela Cesaria Évora: Sodade. Como é possível de fazer uma cantata com coro duma coladeira simples, dum folclore ou música popular? Assim! E como soa? Muito bem. Parabéns Antigos Orfeonistas da Universidade de Coimbra!

domingo, 12 de novembro de 2017

Feliz Dia da Independência, Polónia!

O aniversário da independência de um país que se ama é sempre um bom razão de festejar. Nem todos os nações do mundo têm os seus próprios países, muitas gentes têm saudade da liberdade, e az vezes têm que lutar para ela.

Por isso, como Polaca, tenho um privilégio de sentir-me orgulhosa e grata por quase 100 anos da independência do meu país, que é um resultado do heroísmo incrível duma geração dos meus avós e bisavós.

Então, aqui um dos meus primeiros pequenos esforços de traduzir a letra polaca em português: a última estância duma canção do famoso Cabaré dos Velhos Senhores (Kabaret Starszych Panów), que se chama Boa noite (Dobranoc). Nesta estância fala-se sobre pátria e os seus sonhos.



Boa noite.
Boa noite, Pátria.
Já brilha a lua numa bandeja preta.
Boa noite.
E te desejo que sonhes sobre
Os Polacos serenos e ricos.
Que eles sempre cheguem a tempo com o elétrico vazio
Vestidos em roupas elegantes,
Que eles se deem um sorriso
E todos sejam lavados até á limpeza
E todos honestos desde amanhã
E desde o mar até a serra, lá!
Boa noite, Pátria amada.
Já o tempo chegou para dormir…



E agora, uma can
ção angolana (em original), falanda sobre o tempo da Guerra Colonial, que se acaba com as palavras muito comoventes:

Xê, menino quando eu morrer,
Quero ver Angola em paz
Quero ver Angola em paz...
Xê, menino quando eu morrer
Quero ver Angola e o mundo em paz.


Que todos os que desejam liberdade, possam ganhá-la e vivam 
em paz! Boa semana a todos!



quinta-feira, 9 de novembro de 2017

"...Devagar se vai ao longe..."

Quase cada pessoa do norte da Europa, que visita Portugal, tem uma impressão que nesse país tudo se acontece mais devagar. Ou mesmo, que tudo se atrasa. Os Portugueses gostam de demorar tanto tempo que precisam. Sem pressa.

Na musica profissional, muito frequentamente, trata-se de virtuosidade e velocidade ao tocar um instrumento. Geralmente, quem pode tocar mais rápido, é considerado melhor musicista. Mas, as vezes, a musica também precisa de um tempo. De um pouco tranquilidade.

Não é uma supresa grande, que Maria João Pires (eu falava sobre ela na minha última entrada aqui), como uma artista grande, não tem problema com velocidade. Mas também é capaz de demorar, quando é um melhor opção.


A sua gravação de Concerto em La maior BWV 1055 de Johann Sebastian Bach (1685-1750) pode confirmá-lo.

Disfrutem!

domingo, 22 de outubro de 2017

Música polaca à moda portuguesa

Para comemorar o aniversário da morte de Frédéric Chopin na terça-feira, 17 de Outubro - uma curta entrada sobre os seus Nocturnos, interpretados pela pianista portuguesa celebre, Maria João Pires. 

Embora Polónia e Portugal são as países relativamente distantes, continuo a procurar e encontrar tantos ligações quanto possível. Por exemplo, o melhor gravação dos Nocturnos de Chopin compositor polaco (em parte de origem francesa) –  – foi para mim desde sempre aquele por Pires. 

A melancolia e nostalgia profunda na música de Chopin, que vivia longe da sua terra natal por uma metade da sua vida, corresponde tão bem à palavra saudade em português, que podemos sentir escutando o fado.
Por isso, a sensibilidade duma artista portuguesa parece-se muito apropriada para expressão da música dos Nocturnos. Escutai e boa semana!


sábado, 14 de outubro de 2017

O negócio de Santo António (ou como o conhecimento das línguas estrangeiras pode mudar a consciência das coisas)

NOTE: I am starting to work really hard on my Portuguese so that it becomes strong and fluent enough for me to write about anything I want. But the promised entry on Santo António de Lisboa deve ser escrito em inglês. And more people will understand the latter, so why not.

A seperate post could be written on how the knowledge of foreign languages has empowered me in many areas of life, both professional and personal. It does not matter, whether learning them was a result of my conscious decision and effort or just a side effect of having friends outside my own country for example (e.g. learning by osmosis). But in order to make a long story short, I will skip this thread and focus on how my ability to read Portuguese Wikipedia has changed my view of a certain Saint of the Catholic Church. He is the patron of all things or issues lost; the guy to whom single women, who want to find a good husband, say their ardent prayers or perform quite odd rituals with his figure; the one who served the poorest and was believed to have preached to the fish – as described in this German poem with the music of a Viennese composer, Gustav Mahler (1860-1911).

My first more personal „encounter” with Saint Anthony was in 2011, when I visited Italy for the first time. Padua was my first stop in this country and the first memory of the Mediterranean climate and culture in general that I had ever had. And a great one! The heart of the town is the huge Pontifical Basilica of Saint Anthony, widely known as Saint Anthony of Padua (św. Antoni Padewski in Polish). Since his nickname was taken after the Italian town he lived in for the last, short, but very intensive period of his life, no one likes to focus on his Portuguese origin. Especially the Italians; Sant’Antonio di Padova is obviously theirs.




Basilica of Saint Anthony in Padua, Italy

But, alas, neither is he from Padua, nor was his first name Anthony. He was born in Lisbon around 1191, provavelmente as Fernando Martins de Bulhões. He started his religious life in the convents of Lisboa and Coimbra, then, only after turbulent circumstances, and rather dangerous travels, he landed in Italy where he died on June 13th 1231.

When you look up the „Saint Anthony of Padua” entry in Wikipedia, a relevant article will pop up in almost any language you know. Almost. In Portuguese there is no Saint Anthony of Padua, there is only Santo António de Lisboa. The Portuguese people love António so much that they continue to call him by their own name (by the way, in the German, Russian, Ukrainian, Belarussian, Latin, Spanish, Catalan or Romanian Wikipedia, Anthony goes by both names. Yay to the authors for their accuracy and unbiased attitude). Here is a photo of azulejos, showing Pope John Paul II praying by St. Anthony's relic from the church built over Fernando’s birthplace in Lisboa – no less important (if not more) to the life story of the famous saint than Padua.



So, before you mention Anthony again, please bear in mind his Portuguese origin. And if anyone needs help from Saint Anthony of Padua, ou peço desculpa, Fernando de Lisboa, why not pray in Portuguese?




St. Anthony of Padua's Church in Wrocław, Poland in the ulica św. Antoniego (St. Anthony Street)


Até já!

segunda-feira, 2 de outubro de 2017

Lura e o seu concerto em Łódź, Polônia

… e mais uma vez, um bom Santo António de Lisboa, que merece uma entrada grande e meticulosa, tem que esperar ainda um pouco. É porque quero escrever hoje sobre o concerto de Lura na minha cidade natal, em que ontem tinha um privilégio de participar. Lura (Maria de Lurdes Assunção Pina) é uma dos nomes mais grande da música caboverdeana, ou mais geralmente, lusófona, frequentamente chamada a successora da Diva aux pièds nus, da inesquecível Cesaria Évora.

Ela não é, entretanto, a sua imitadora: tem o próprio estilo musical, com influências da música africana, do jazz, e naturalmente, das danças e gêneros tradicionais de Cabo Verde, tais como morna ou coladera. Esta cantora de origem caboverdeana, nascida em Lisboa, tinha que aprender crioulo, e agora e capaz de cantar e compor nessa lingua. Tem uma voz grande e forte, verdadeiramente africana.

Antes do fim do seu show, Lura convidou as espectadores para dançar consigo no palco, para horror da sua esquadra (!). Ela deu também uma mensagem de paz, cantando a sua canção Barco de papel. Essa mensagem foi muito relevante e atual no dia, em que mais que 800 pessoas foram feridos em Catalunha durante os seus esforços de ganhar independência: um dia muito triste para toda península ibérica. E, a propósito, o barco significa “łódź” em língua polaca! Esta canção e para todos nos... sempre unviersal.


Aqui um fragmento da sua letra:

Ah mundu ka bu kaba si                                            
Dexa homi toma consciencia                                   
Ma mundu sta na nos mon                                      
Dexa frida sara, amor toma na coraçon
Di ques qui ta governa

Ah mundu ka bu kaba si
Dexa homi toma consiencia
Ma mundu sta na nos mon
Nina nos criança
Tudu ser di tudo nason
Nos é um so raça [...]


Boa e tranquila semana a todos!

domingo, 17 de setembro de 2017

Beethoven e Portugal: o encontro mágico

A carta „à Minha Amada Imortal” é um dos documentos mais famosos de Ludwig van Beethoven (1770-1827), um compositor alemão, hoje mais conhecido por sua Sinfonia Nona em ré menor op. 125, com Ode à Alegría de Friedrich Schiller no seu último movimento, que tornou-se um hino de União Europeia. A vida de Beethoven, cheia de adversidades, foi marcada pelo sofrimento e surdez. Por varias causas, Beethoven também não foi feliz em sua vida pessoal; nunca se casou, mas tinha muitas relações amorosas.

Não é certo á quem precisamente esta carta foi escrita, mas é quase certo, que em este caso, trata-se do amor mais grande deste compositor celebre. Depois do ter escrito-a, Beethoven compunha o ciclo de canções (alemão: Lieder) „À amada distante” (An die ferne Geliebte, op. 98) com as letras de Alois Jeitteles. A relação entre a carta e o ciclo parece inquestionável, entretanto o compositor nunca tentou compor a música por acompanhar seus próprias palavras, mas tomou a letra de um outro poeta.

Hoje, um compositor moderno canadense, James K. Wright, escreveu a música com o texto de „Amada Imortal” de Beethoven mesmo. Para mim, como a pessoa, que dedicou a grande parte da sua vida à pesquisa da vida e obra de Beethoven, foi muito prazer de saber sobre esta apresentação, que foi dada pelos musicos canadenses, ingleses e portugueses em Porto, Portugal no verão passado.


https://www.youtube.com/watch?v=6emxQD-j2iQ

…E além de seu valor artístico, encontrei uma conexão maravilhosa, embora inesperada, entre o meu compositor favorito e o meu país amado! Qualquer coincidência como isso sempre me faz feliz, e eu queria partilhar este momentinho mágico com vocês!



(A entrada sobre Santo António de Lisboa vai seguir).


segunda-feira, 11 de setembro de 2017

O Austríaco canta "Amar pelos dois" em Português

Esperando uma entrada inteiramente nova sobre Santo António de Lisboa (ou talvez o certo „Santo António de Pádua” misterioso que não existe na Wikipedia Portuguesa!), escutem por favor mais uma versão de "Amar pelos dois", aqui cantada por um Austríaco, Nathan Trent. O seu Português e quase perfeito!!! Tanto prazer em escutar-o!

Boa semana, vou voltar brevemente!

domingo, 3 de setembro de 2017

A pequena filosofia sobre viagem ou variações sobre Porto

Se visites um lugar por uma só vez, ele fique um lugar visitado.
Se visite-lo por duas vezes, ele fique a tua casa.

When you visit a place once, it becomes a place you have visited.
When you visit it twice, it becomes your home.

I am not sure, who is the author of this words, so I am not able to give any credit; they may well be of my own invention. So, what do they say? To me, they reveal some truth about travelling. Exploring new places, new cultures, broadening one’s horizons, can be exciting. It is an act of opening up, abrir as portas do seu coração. And, for many people it is the greatest value of travel: to see what you haven’t seen yet.

So, what is the value of going somewhere you’ve already been once, twice or more? The answer may be hidden in the gesture of coming back. If you come back, it means you go to a place you are already familiar with. During one or two of my holidays I noticed that even a return from short escapade made me feel more at home in the place I was settled in (even though I was staying there for the first time). The same point is in returning to any place we have already visited; it becomes our adoptive home. This happens simply because we returned there!

For some, this may seem a mere waste of time. Why go somewhere we have already been?
Because the time has passed. Because this place is never the same again. Because you are highly unlikely to meet exactly the same group of people. Finally, because you yourself are now a different person. And what you will see will be quite different!

This happened to me in Porto. During my first visit in 2014 the day was cloudy, and it was relatively warm. The city seemed unwelcome and a bit shabby; it seemed old, weary and destroyed. Although I enjoyed a cruise on Douro and the freshness of Atlantic breeze and was impressed by the São Bento railway station, all covered in china blue azulejos just as much as the magical Lello & Irmão bookshop, where J. K. Rowling found inspiration for her Harry Potter series. And sardinhas which were served by a nice Cabo-Verdean girl, who was impressed by my ability to speak level A-zero Portuguese 😊 That being said, I could not say I had left with a sense of being smitten.






This year, when we came, the weather was sunny. The town was bright and full of life. We climbed the hills above the Ribeira, wandered throug narrow, mysterious alleys. There was no Livraria, there was just a glimpse at São Bento, but I saw the beauty of the Sé Cathedral, which I could barely remember from my first visit. Then again, down to the Ribeira and its houses, radiant with all colours of the rainbow, which I did not notice at the first time. And the cruize, during which the group sang Polish sailors' songs. And a couple of people giving a salsa show just before we left. Quite a different image; and a feeling of unrestrained joy and happiness.







All in all, this could be summed up by Wisława Szymborska’s words, which say: Nic dwa razy się nie zdarza, PT: nada acontece por duas vezes (da mesma maneira), ENG: nothing happens twice (in the same manner)!

Still, I am looking forward to my third visit! Desta vez, deve ser "Porto a noite", como diz esta linda canção, que encontrei recentemente no Web (link HERE).

So here is the point of returning and maybe its greatest danger as well: you may fall head over hills with a place you were not initially attracted to!  


Segue, to be continued!

terça-feira, 22 de agosto de 2017

As minhas lembranças de Portugal

(Isso deve estar a minha primeira entrada totalmente em português... Não sei, como eu consigo, ah!)

Portugal 
é conhecido por seus lembranças de verdadeiramente bom gosto. Aqui queria mostrar alguns exemplos delas:

A mala de cortiça (em Portugal quase tudo se faz de cortiça, não só as rolhas das garrafas de vinho!) com os símbolos de Portugal no seu desenho:



- O Coração de Viana
- Guitarra portuguesa
- Sardinha
- Motivo de azulejos portugueses

Ímãs para frigorífico: o significado deste proverbio é: „If you want joy, sow and create” (inglês) „Jeśli chcesz radości, zasiewaj i twórz” (polonês).





O lenço azul (como disse uma vendedora duma loja competitiva, „made in China”, mas não me importa … simplesmente gostei da sua cor e desenho!) Este lenço, envolvido ao redor dos meus braços, deixa-me sentir o calor e proximidade do Portugal, nos dias nublados e tristes como hoje.






At
é breve!

terça-feira, 15 de agosto de 2017

"Amar pelos dois" traduzido em Polaco

Boa noite!

Today's blog post was meant to be on an entirely different topic, but suddenly I found something in the Web I had the urgency to fix immediately :-)


Note: I am a total autodidact when it comes to learning Portuguese; I haven't mastered the language yet, but I still hope to. One of the ways I am trying to learn is through poetic translations. As I love rhyming in Polish, I often try to follow the original rhythms and rhymes of the poem or lyrics of a song (I already did it with German texts, for example, partly for the sake of my book on Beethoven).

So, back to the subject: earlier this year, on May 13 a sensitive, good-looking Portuguese singer Salvador Sobral won the Eurovision contest and the hearts of many music lovers with his song 
Amar pelos dois.


For the first time ever I, as a musician, was not angry with the verdict. And not just because it was Portugal. It remains a matter of faith whether Salvador's victory, which coincided with the centenary of Apparitions in Fatima, was a result of some intervention of supernatural forces - as some devout Catholics spontaneously claimed.

Earlier today, I found a Polish cover version of this song (HERE). Decently performed, aiming at preserving the original style and song meaning. BUT - the lyrics. Um. It is not easy to translate poetic and phonological quality of the Portuguese language into Polish, which seems waaaay less comfortable for singing.

Still, I could not help sitting down with a pencil in order to create my own alternative version, which goes as follows (not a literal, but a more poetic one which - in my view - fits the melody better). Please enjoy reading in Polish now!

Gdy ktoś spyta Cię
Kim byłem - Ty wiedz
Że kochać Cię - to był mój los

Nim byłaś Ty
Dłużyły się dni
I pustka dręczyła co noc


Meu bem [just had to keep it!]
Usłysz me wołanie
Pragnę, byś kochanie

Znowu chciała ze mną być

Ja wiem
Ty się miłości boisz
Lecz kiedyś razem z moim
Twoje serce zacznie bić

Bo serce Twe wie
Co boleść i łzy
I lęka się wciąż
Nie chce zaufać mi

Więc, wciąż nie wiedząc
Co los przyniesie nam
Za dwoje nas dziś
Będę kochać ja sam!


(Copyright: Małgorzata Grajter)

Original Portuguese text below:


Se um dia alguém, perguntar por mim
Diz que vivi para te amar
Antes de ti, só existi
Cansado e sem nada para dar

Meu bem, ouve as minhas preces
Peço que regresses, que me voltes a querer
Eu sei, que não se ama sozinho
Talvez devagarinho, possas voltar a aprender

Meu bem, ouve as minhas preces
Peço que regresses, que me voltes a querer
Eu sei, que não se ama sozinho
Talvez devagarinho, possas voltar a aprender

Se o teu coração não quiser ceder
Não sentir paixão, não quiser sofrer
Sem fazer planos do que virá depois
O meu coração, pode amar pelos dois.

Até logo!



quarta-feira, 9 de agosto de 2017

As Pérolas de Sabedoria nos murais de Portugal (e Espanha)

Bom dia!
No, I will not start with beautiful views from Portugal; they are yet to come.

I will start with what I guess we all hate: vandalism. I hate it too. But if suddenly some of the writings on the walls carry some message, they are even worth portraying. The two below are from Coimbra - the former capital of Portugal, a university town:



This one says: 'The way to happiness is to live in the present', Polish: Drogą do szczęścia jest życie chwilą teraźniejszą.


Here is another one, meaning: 'Happiness is our natural state'; Polish: Szczęście jest naszym naturalnym stanem.

Both were so true to me, as our guide took us to Coimbra for a short walk on the way from Porto to Fatima, which was not included in the schedule. The experience of happiness resulting from being in this kind of present was a very natural state indeed! And the murals corresponded with my mood so well.




O último aqui, the last of the series is in Castellano Spanish. This photo was made in the toilet near the bus station in Santiago de Compostela, Galicia, Spain. It says: Life is not a feast we imagined, but now that we are here... let's dance! (Polish: Życie nie jest ucztą, jaką sobie wyobrażaliśmy, ale skoro już tu jesteśmy... tańczmy, bawmy się!). As the words were presumably written by pilgrims of Santiago, it makes me wonder: what did they have in mind? :-)

Até a proxima entrada!

segunda-feira, 7 de agosto de 2017

Sejam bem-vindos no meu blog!

Welcome, Readers!

The idea of this blog was born upon my return from my beloved country, Portugal, which was the main destination of a pilgrimage tour on the occasion of the Centenary of Apparitions of Our Lady in Fatima. I decided that my thoughts and impressions from that trip should not wither away.

Why Portugal?

The answer is complex and I shall elaborate on that later, however there is a key.

O caminho para o coração de um homem é pelo estômago - diz uma dica popular... e o caminho 
para o coração de uma mulher é pelas palavras.
Since I am a woman, and women are particularly sensitive to words - to their sound and meaning - my love for Portugal started with its language. Portugal seduced me with her words, plain and simple. Not being able to resist its beauty, I started learning Portuguese on my own. 
I like to say Portuguese language is beautiful as Latin (as in the poem of Olavo Bilac) and melodious as Russian.

Língua Portuguesa (Olavo Bilac)

Última flor do Lácio, inculta e bela,
És, a um tempo, esplendor e sepultura:
Ouro nativo, que na ganga impura
A bruta mina entre os cascalhos vela…
Tuba de alto clangor, lira singela,
Que tens o trom e o silvo da procela,
E o arrolo da saudade e da ternura!
De virgens selvas e de oceano largo!
Amo-te, ó rude e doloroso idioma,
E em que Camões chorou, no exílio amargo,
O gênio sem ventura e o amor sem brilho!

Amo-te assim, desconhecida e obscura.
Amo o teu viço agreste e o teu aromaem
que da voz materna ouvi: “meu filho!”,


Further, since I am a musician, Portugal seduced me with her music. Not only fado, but also lusophone music from its former colonies.All in all, my love for Portugal had started years before I even had a chance to go and see the land where such a beautiful language is spoken and such beautiful music is played. The country itself did not disappoint me; I fell in love with it equally.


I am of Polish nationality and my native language is polski. However, since I am open to a more international community, I decided to write mostly in English and Portuguese (as much as the knowledge of the latter allows me to do so). I will be very happy to receive feedback from fans of Portugal and Portuguese-speaking people from any corner of the world; let us start today.


Sejam bem-vindos!